El País Brasil

CPI se torna símbolo de cobrança por respostas urgentes

Teixeira de Freitas chegou a um ponto de ruptura. Não se trata mais de divergência política, disputa partidária ou narrativas inflamadas de redes sociais. A abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o prefeito Marcelo Belitardo é, hoje, uma medida indispensável — não apenas legítima, mas urgente.

Defender a CPI não é “torcer contra a cidade”. É exatamente o contrário: é defender que a cidade não seja refém de suspeitas, sombras e silêncio institucional.

As denúncias que motivaram a investigação são graves demais para serem tratadas com cautela excessiva ou empurradas para debaixo do tapete. Há questionamentos sobre o uso de recursos da saúde — uma área sensível, onde cada centavo pode significar vida ou morte. Quando surgem indícios de que verbas públicas podem ter sido desviadas de sua finalidade, não existe espaço para hesitação: é preciso investigar.

E os exemplos concretos saltam aos olhos da população. Relatos de falta de medicamentos nas unidades básicas, profissionais da saúde apontando dificuldades estruturais e, ao mesmo tempo, suspeitas de gastos questionáveis. Esse contraste não é apenas administrativo — é moralmente inaceitável.

Outro ponto que reforça a necessidade da CPI são as denúncias envolvendo contratos públicos, como os da coleta de lixo. Quando os custos aumentam e a transparência diminui, o alerta precisa ser acionado. E a CPI é justamente o instrumento constitucional para isso: esclarecer, investigar, responsabilizar.

Há quem critique. Há quem diga que a CPI pode “paralisar a gestão”, gerar instabilidade e prejudicar ainda mais a cidade. Esse argumento, embora comum, não se sustenta diante da gravidade dos fatos. O que paralisa uma cidade não é a investigação — é a suspeita sem resposta. É a dúvida permanente corroendo a confiança pública.

Ignorar denúncias para “manter estabilidade” é como esconder rachaduras em uma barragem: pode até parecer tranquilo por fora, mas o colapso, quando vem, é devastador.

A CPI não condena — ela apura. Não sentencia — ela revela. E é justamente isso que Teixeira de Freitas precisa neste momento: luz sobre os fatos.

Se o prefeito não tiver irregularidades a responder, a investigação será sua maior aliada para limpar seu nome. Mas, se houver problemas, a cidade tem o direito — e o dever — de saber.

Ser a favor da CPI, portanto, não é radicalismo. É compromisso com a verdade.

E, neste momento, ficar contra a investigação não é prudência — é cumplicidade com a dúvida.

Teixeira de Freitas não precisa de silêncio.

Precisa de respostas.

 

POR REDAÇÃO

Compartilhar nas redes sociais

Leia mais

NOTICIA (30)
ChatGPT Image 23_03_2026, 10_31_06
NOTICIA (25)
2t29ac72nix62lk77j14r5tv1-2
Rogerio_Martins_upscayl_4x_upscayl-standard-4x
whatsapp-image-2022-12-09-at-00.10
IMG-20251030-WA0052
NOTICIA (31)
imagem_2025-07-03_224204514
mulher-fotorrealista-em-um-jardim-organico-sustentavel-colhendo-produtos_23-2151462991
image_2025-07-21_124811104
5
imagem_2025-06-25_190148119
WhatsApp-Image-2022-01-10-at-10.09